quinta-feira, 2 de julho de 2009

Tolerancia zero


A polícia de Belo Horizonte tomou iniciativa, anteontem, e prendeu 9 pichadores em suas casas. O excesso de pichações no centro e polêmicas como a recente limpeza do pirulito da praça 7 - que teria custado R$ 18.000, segundo outra reportagem de 'O Tempo' - contribuíram para opção repressiva. A polícia aprendeu também material e computadores. Pesquisa de material veiculado na internet contribuiu para investigações. Ainda segundo esta mesma reportagem outros cinco grupos estão na lista...
Após anos de diálogo e reflexão sobre o graffiti e a ocupação do espaço visual urbano por parte da PBH e do Governo de Minas parece que voltamos ao momento político do meio dos anos 90, quando o então Prefeito Eduardo Azeredo promoveu linha dura contra pichadores da cidade. Na época a pichação era mais hermética, seus mecanismos ainda pouco claros e esta posição não surtiu efeito. Após a pichação do relógio da PBH, em 2000, o Prefeito Célio de Castro promoveu, por meio do Projeto Guernica, uma aproximação entre grafiteiros e sociedade, contribuindo para que pichação e graffiti fossem percebidas como práticas distintas - até onde isto é possível.
O acúmulo de pichações ao longo dos anos e, mais recentemente, a ação ostensiva de alguns grupos em lugares visados do centro de Bh (além, talvez, das mudanças na nova prefeitura), levou, agora, a esta inversão de tendência.
Mesmo assim, a amplitude e sofisticação do fenômeno, hoje, impossibilita qualquer ação repressiva definitiva. Novas modalidades, como o grapicho, e intervenções conceituais como a na Bienal de SP no ano passado (ou retrasado) contribuem para a perpetração e desenvolvimento desta prática tão antiga quanto o homem e as paredes.

1 comentário:

Negro F disse...

http://intervencaograffiti.blogspot.com/

O Coletivo INtervenção Graffiti, tem a honra de colocar no ar, o mais novo canal de comunicação entre os graffitteiros da Região Metropolitana BH.